Mostrar mensagens com a etiqueta amy adams. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta amy adams. Mostrar todas as mensagens

08/03/2019

Vice (2019)


            Dick Cheney, antes do filme, não me dizia praticamente nada. Eu sabia que tinha sido um vice-presidente dos Estados Unidos e era isto. Mas, depois de ver os trailers, saber que era interpretado por Christian Bale, realizado por Adam McKay e ter tido uma palete de nomeações para os Óscares, rapidamente se tornou um filme que não quis perder.
Seguimos a vida política de Dick Cheney, desde que o seu primeiro trabalho na Casa Branca, até se tornar um dos vice-presidentes mais poderosos da história americana. 
Infelizmente, fiquei algo desiludido com o filme. Simplesmente porque não me conseguiu sempre prender a atenção. Embora não tenha nada contra Adam McKay, talvez se o argumento tivesse mais fluidez, como Aaron Sorkin consegue transmitir nas suas peças, teria sido muito bem-vindo. McKay faz um bom trabalho em traduzir conceitos políticos complexos, em algo que toda a gente consegue facilmente entender, só que aqui simplesmente não cativa.
E por amor de Deus, alguém que diga a Christian Bale para parar de se matar, com todas as transformações físicas que faz para os filmes. É um grande ator, que aqui volta a fazer mais uma grande interpretação mas, se ainda no ano passado conseguimos fazer Gary Oldman transformar-se em Winston Churchill apenas com efeitos práticos, acho que aqui isso também era possível. Amy Adams é sempre uma mais-valia em qualquer lado que entra e mais uma vez aqui não falha, como a mulher de Cheney, que é tão implacável como o seu marido. Mas agora nomear Sam Rockwell pelo seu papel acho que já foi esticar um pouco a corda, facilmente trocava pela prestação de Steve Carell.
Pronto pronto, estou a ser demasiado duro com o filme. Este também teve bons momentos, principalmente um momento genial que acontece mais ou menos a meio. Só que o transmitir da sensação de como o homem é frio e implacável torna o filme frio e monótono. Entendo que estamos a ver alguém que não é suposto gostarmos mas, mesmo assim, todo o poder que tem nunca é bem experienciado.
Nunca meteria “Vice” em nenhuma lista de melhores do ano, aqui as grandes interpretações não conseguem resolver os problemas de argumento e realização.


17/11/2016

O Primeiro Encontro (Arrival - 2016)



                Como é possível ver em outras críticas pelo blog, não sou muito fã dos filmes de Denis Villeneuve. “Homem Duplicado”? Não, obrigado. “Raptadas”? Tem bons momentos de suspense mas nada de por aí além. “Sicário - Infiltrado”? Já foi melhor, só que não lhe canto todos os louvores que muita gente canta. Por isso, é de imaginar que esta aventura do realizador pela ficção científica não me diga nada de especial, no entanto o trailer deixou-me curioso e podia ser que este fosse o filme que me mudasse de opinião em relação ao realizador. 
                Quando 12 misteriosas naves pairam sobre diversos pontos do globo, a tradutora Loiuse e o cientista Ian são recrutados para entender o propósito desta aparição e conversar com os seres que vieram do espaço. 
                Desde já, atenção para não irem ao engano! É ficção-científica mas nada tem a ver com “Star Wars” ou o último “Dia da Independência” - aqui não há explosões nem nada desse género. Este é mais um filme pessoal, com suspense e desenvolvimento de personagens, embora com implicações à escala mundial. Por isso, nada contar com um filme de invasão alienígena com grandes cenas de ação. 
                Mesmo assim, “O Primeiro Encontro” é um filme com um visual incrível. As naves parecem muito orgânicas e algo que poderiam, de facto, existir no nosso mundo, tal como os seus habitantes e o modo de eles interagir connosco. Além disso, o som que acompanha toda a trama é muito envolvente. 
                Mas mesmo assim, o filme estava a ser uma grande seca! A parte mais intelectual de tentar comunicar com estes seres do outro mundo é interessante e cria boas doses de suspense mas passar depois grande parte do filme nisto não foi muito aliciante. Felizmente, o final, pelo menos, para mim, consegue compensar em muito essa falha porque tudo aquilo que estava a ser “construído” durante as quase duas horas de duração do filme conseguiu tornar-se numa boa surpresa. As coisas não são bem aquilo que aparentam ser e aos poucos vamos resolvendo o puzzle. 
                E o nosso interesse na história depende muito da nossa protagonista, aqui interpretada por Amy Adams, que se envolve cada vez mais no trabalho de tradução da língua desconhecida, chegando ao ponto em que se torna difícil separar a sua língua materna da forasteira. Jeremy Renner tem um bom desempenho, embora sirva mais como um elemento para a nossa protagonista interagir, com objetivos semelhantes, e que também está fascinado por estes visitantes de outro mundo. O coronel Weber de Forest Whitaker não está aqui para servir como vilão, ao contrário do que pode dar a entender; os objetivos da sua personagem são completamente legítimos, servindo para nos dar uma visão diferente (e talvez mais prática) daquilo que está a acontecer. 
                Ainda não foi desta que o realizador me convenceu completamente e com certeza que muita gente não vai achar piada nenhuma ao filme mas o início mais morno serve para criar um final com mais impacto.



28/01/2014

Golpada Americana (American Hustle - 2014)





                É com 10 nomeações para os Óscares (com um lugar em todas as categorias principais) e vários prémios ganhos que “Golpada Americana” chega ao nosso país. Derivado de tanto reconhecimento pela Academia, as expectativas são grandes.
                Dois vigaristas são forçados a trabalhar para o FBI se querem evitar ir para a prisão. Isto vai fazer com que o agente Richie DiMaso tenha de entrar no mundo do crime, com uma mistura de subornos e mafiosos.
                O grande problema do filme é o seu argumento, embora haja alguns momentos em que a história consegue convencer. No entanto, noutros, fica tudo muito confuso sem se ter bem noção do que se está a passar.
                Não é pela história que vemos “Golpada Americana” mas sim pelos atores envolvidos. Em ordem crescente, para melhor interpretação, aponto Jennifer Lawrence, Jeremy Renner, Bradley Cooper, Amy Adams e Christian Bale. E, enquanto a nomeação de Bale e Adams seja completamente justa (sendo uma das minhas prestações preferidas de Adams), a de Cooper pode ser aceitável (mas já mais puxada), mas já a de Lawrence parece demasiado forçada. É verdade que a atriz faz um bom papel - nada contra nesse sentido! – mas, daí a ganhar uma nomeação, já me parece exagero.
                Não obstante, David O. Russell consegue criar um filme consistente, que vai desde a montagem à banda-sonora. Também é conseguida uma boa recriação dos anos 70, principalmente no departamento das perucas – uma pequena curiosidade: podem ver Amy Adams e Jennifer Lawrence em roupas bastante interessantes...
                Um bom filme que podia ser bem melhor se tivesse uma história melhorzinha.