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06/03/2019

BlacKkKlansman - O Infiltrado (BlacKkKlansman - 2018)


            Um negro e um judeu integram o Ku Klux Klan? Em termos de premissa, é interessante logo à partida mas, a partir daí, tanto podíamos ter um drama intenso como algo mais leviano com um tom mais cómico. E, tendo em conta que o realizador é Spike Lee, estava à espera da primeira opção, mas felizmente tivemos direito à segunda.
            Além da direção irrepreensível de Lee, as interpretações dos dois protagonistas também estão impecáveis, John David Washington e Adam Driver respetivamente. E, se por acaso, John David Washington vos lembra alguém é por ser o filho de Denzel Washington, que acaba por se notar tanto na voz como na postura do ator. E essa atitude serviu bem a sua personagem como o primeiro polícia afro-americano de Colorado Springs que tenta provar o seu valor. Como o fazer? Nada melhor que derrubar a célula KKK local. E não podemos deixar de fora Adam Driver (aliás, até foi nomeado para um Óscar) que é aquele que, de facto, dá a cara quando é necessário reunir com os elementos deste bando de fanáticos. Há que ter em conta que a sua personagem atenta ne o modo como tem que pensar bem no que diz, tanto para evitar denunciar que é polícia, e mais importante, judeu.
            Aquilo que Spike Lee conseguiu fazer com este filme foi um grande balanço entre a comédia e a seriedade das situações. Num momento, tanto podemos estar a rir, como de seguida ficamos estupefatos por aquilo que está a ser dito. E é este grande balanço, em junção com um grande argumento, que fizeram com que o filme levasse para casa o Óscar de melhor argumento adaptado.
            Como não podia deixar de ser, vindo de quem é, o filme tem também uma clara mensagem política que se transpõe para os dias de hoje, algo que fica claro no final do filme. “BlacKkKlansman - O Infiltrado” é um filme interessante e que não se pode perder.


17/12/2017

Star Wars – Os Últimos Jedi (Star Wars: Episode VIII - The Last Jedi - 2017)



                Star Wars está de volta para a sua entrega anual, naquele que é o segundo episódio desta nova trilogia, com grandes expetativas. Queremos saber os destinos das novas personagens apresentadas em “O Despertar da Força”, assim como voltar a ver Mark Hamill no papel que marcou a sua carreira.
                Rey, agora junto de Luke Skywalker, tenta treinar os seus recentemente descobertos poderes. Enquanto isso, a Resistência tenta sobreviver face ao implacável ataque da Primeira Ordem.
                “Os Últimos Jedi” é um misto de coisas. Tem coisas boas, coisas menos boas e coisas que simplesmente não fazem sentido. Vou tentar explicar o que é o que sem spoilar nada, para assim não estragar a experiência a quem ainda não o viu e o quer fazer. Como coisas boas temos as batalhas no espaço, o desenvolvimento de Rey e Kylo Ren e algumas cenas de ação. As menos boas foi a história de Finn, de DJ e Snoke.
                Rey tenta desenvolver os seus poderes e descobrir qual é o seu lugar em todo este conflito. Durante essa jornada, apercebe-se a divisão interior que assola Kylo Ren e tenta puxá-lo para o lado dos bons. Em relação a Luke Skywalker, ainda não me decidi completamente se sou a favor ou contra. Na sua grande maioria, toma decisões que, sinceramente, não me parecem corresponder de todo com a personagem e só lá para o fim é que tem uma participação mais ativa. E Snoke? Esteve numa escala crescente durante a maior parte do tempo para depois o final ser muito insatisfatório. Além disso, se a parte desempenhada por Finn fosse completamente retirada do filme nem se tinha notado a diferença.
                Com a súbita morte de Carrie Fisher, é natural que se tenha mais atenção à sua personagem e é com ela que acontece um dos momentos que me fazem mais confusão. Mas tem uma grande interpretação e, sabendo que nada foi alterado neste filme pelo seu falecimento, várias questões são levantadas para o próximo episódio.
                Temos cenas de grande valor espalhadas por todo o filme. Uma grande banda-sonora, batalhas espaciais de grande qualidade e outras cenas que não podem ser aqui explicadas com maior detalhe.
                O tom que o realizador Rian Johnson apresentou foi um pouco cómico a mais daquilo que estava à espera. Os trailers transmitiam uma ideia de uma história mais sombria e onde muito se ia alterar, porém os tons mais cómicos desviam a atenção de detalhes que não fazem sentido algum.
                Não me pareceu um Star Wars tão forte como o anterior mas, mesmo assim, é um bom filme de ficção-científica e esperemos que o próximo episódio seja em grande!


25/12/2015

Star Wars – O Despertar da Força (Star Wars: The Force Awakens - 2015)



                Sabiam que saiu um novo Star Wars? Claro que sabem! A não ser que tenham vivido debaixo de uma rocha durante os últimos tempos. E, como não podia deixar de ser, para além do filme temos uma quantidade astronómica de produtos relacionados com esta temática. Todo o marketing à parte, este é, provavelmente, um dos filmes mais antecipados dos últimos tempos e, do pouco que nos era mostrado, parecia que íamos voltar à qualidade da trilogia inicial e não das prequelas.
                Passaram-se trinta anos desde o fim do Império e agora a Primeira Ordem tenta controlar toda a galáxia. Só um pequeno grupo de heróis a pode parar, com a ajuda da Resistência.
                O realizador J. J. Abrams tinha a difícil tarefa de trazer “Star Wars” para os tempos modernos, agradar aos fãs antigos, ganhar uns novos e dizer-nos o que se passou nestes trinta anos que estivemos afastados da galáxia. E, felizmente, tudo correu pelo melhor. É verdade que, às vezes, falta alguma informação sobre a história de fundo mas também são trinta anos que temos que acompanhar - é para isso que também servem os próximos filmes. Também se tem dito que “O Despertar da Força” é quase como uma cópia de “Star Wars – Episódio IV: Uma Nova Esperança”, o que não é totalmente correto. É certo que tem alguns pontos semelhantes mas, mesmo assim, esta nova sequela consegue destacar-se por ela própria.
                E que tal o novo casting? Os novos protagonistas são praticamente todos desconhecidos. Temos Daisy Ridley, John Boyega, Adam Driver e Oscar Isaac (bem,  Adam Driver e Oscar Issac não são propriamente desconhecidos mas, mesmo assim, não são nomes imediatamente reconhecidos). E, felizmente, todas estas adições foram bem-executadas e só fizeram bem ao filme. Kylo Ren (a personagem interpretada por Adam Driver) podia ter-se facilmente tornado num Darth Vader mais novo e parolo, no entanto consegue ter uma personalidade e não é um vilão que apenas joga pelo mal. E Daisy Ridley, sendo a primeira vez que a vejo em algo, entregou uma grande prestação; é, sem dúvida, uma heroína que vai valer a pena seguir nos próximos filmes.
Também temos o regresso de velhos conhecidos, como Harrison Ford, Carrie Fisher e Mark Hamill. E a qualidade dos seus desempenhos é por esta ordem. Ford conseguiu trazer de novo Han Solo para o grande ecrã, que nos remete imediatamente para o seu desempenho da personagem nos primeiros filmes desta saga. Carrie Fisher não foi nada de espetacular. Talvez por não entrar em filmes tão frequentemente a sua interpretação não conseguiu trazer nada de interessante. E não quero estragar o que Hamill fez para quem ainda não viu o filme, por isso, apenas digo que podia ter aparecido mais.
                A mistura dos efeitos práticos com os digitais também tiveram um grande tratamento, sendo difícil distinguir entre o de facto está lá e o que foi criado. As batalhas de sabres de luz conseguem ser um intermédio entre as batalhas coreografadas das prequelas e as mais paradas da trilogia original.
                Algumas perguntas que tínhamos sobre o filme foram respondidas mas muitas mais foram colocadas. Este foi um grande “Star Wars” por onde começar de novo.