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10/05/2020

Entre Rivais (Just Getting Started - 2017)


          Não vem aí coisa boa. As comédias com estrelas da terceira idade têm a sua dose de popularidade… Não são nada de especial mas costumam ser filmes razoáveis e fazem o dinheiro suficiente. Além disso, geralmente, têm trailers minimamente engraçados porém o mesmo não se pode dizer desta aventura de Morgan Freeman e Tommy Lee Jones.
          Não há nada neste filme para que possa ser chamado de comédia. Claro que, como já disse várias vezes, a comédia é bastante subjetiva e, para mim, aqui nada funcionou. Parece que os atores queriam ir tirar uma temporada de férias e arranjaram o filme como desculpa.
          Não que os atores não tenham a capacidade de ter piada - estamos a falar de veteranos que já passaram pelo grande ecrã diversas vezes - mas aqui falharam totalmente o alvo. E nenhuma das duas histórias principais tem qualquer interesse. As tentativas de assassinato a Duke são quase diretamente tiradas de um cartoon de quão ridículas são. Outro elemento dispensável é o enredo da “revisão de contas” do lar, que podia ter sido completamente excluída, já que, praticamente, não fazia qualquer diferença. E assim, talvez a outra narrativa tivesse um maior cuidado,
          Se quiserem rir-se com uma boa comédia, escolheram o filme errado.

31/07/2016

Jason Bourne (2016)



                Depois da aventura com Jeremy Renner não ter corrido tão bem (embora continue a achar que é um filme de ação de valor), a dupla original chegou, com Matt Damon à frente da câmara e Paul Greengrass atrás dela. Será que é desta que Bourne já não tem de descobrir nada sobre o seu passado?
                Depois da CIA tem sido alvo de um hack, Jason Bourne é, de novo, responsabilizado, o que o obriga a sair do seu esconderijo e a enfrentar quem anda atrás dele.
                E o raio do homem ainda não se lembra de uma data de coisas! Verdade seja dita, as minhas lembranças da trilogia inicial já não são o que eram e, felizmente, não são um requisito obrigatório para entender este “Jason Bourne”. Mas, mesmo assim, a história parece seguir a mesma tipologia que os filmes anteriores.
                Temos mais cenas de ação, do mesmo estilo dos filmes anteriores: ação corpo-a-corpo e cenas de perseguição (a do final do filme é uma coisa do outro mundo), com muita câmara tremelique pelo meio. Matt Damon prova que ainda está para as curvas e que consegue dar conta do recado. Entre as novas adições do elenco, como Tommy Lee Jones e Alicia Vikander,  que embora façam o seu papel decentemente, é bastante fácil saber o rumo que as suas personagens vão tomar.
                Porém é no argumento que o filme mais desilude. Não é tão emocionante como os filmes anteriores e parece ser muito material reciclado dos mesmos. Não que seja uma história má, serve bem para acompanhar o filme mas não é nada de empolgante.
                Jason Bourne está de volta e, mesmo não sendo na melhor forma, ainda traz uma boa dose de ação.


23/04/2016

Criminoso (Criminal - 2016)



                Kevin Costner parece que quer seguir o mesmo caminho de Liam Neeson e tornar-se um protagonista em filmes de ação já na terceira idade. Só que as suas tentativas até agora não têm sido propriamente bem-sucedidas. Será que vai ser este “Criminoso” a fazer a diferença? 
                Para impedir que um hacker, que controla todo o armamento dos Estados Unidos, caia nas mãos erradas, as memórias de um agente da CIA, que foi morto recentemente, são transferidas para um condenado ao corredor da morte na esperança de o encontrarem. 
                “Criminoso” podia ser dois filmes. Um filme de ação genérico, com muitos tiros e explosões à mistura, ou um interessante thriller sobre a sobreposição de memórias e como isso pode afetar uma pessoa. Em vez disso temos algo que tenta ser os dois, e não consegue ser empolgante em nenhum dos géneros. As cenas de ação não são satisfatórias suficientes e a parte das memórias é passada demasiado ao de leve e tudo se resolve demasiado bem. 
                Costner também não parece muito interessado em fazer um bom desempenho, e provavelmente o ator é agora melhor utilizado para papéis secundários. Gal Gadot parece dar um ar da sua graça por uma data de filme, e este é só mais um. Jordi Mollà é um vilão razoavelmente psicopata e Gary Oldman consegue ser sempre intenso. 
                “Criminoso” é um daqueles filmes que somos capaz de ver se estiver a passar na televisão ao domingo à tarde.


02/02/2013

Lincoln (2013)



                Steven Spielberg gosta de pegar numa tarefa bastante difícil, passar para o grande ecrã um dos mais conhecidos e amados presidentes da história dos Estados Unidos pode correr muito mal. Mas Spielberg tem aqui um grande trunfo, Daniel Day-Lewis, que se não fosse pela sua prestação do épico presidente muito se tinha perdido. 
                Grande parte do filme passa-se durante Janeiro de 1865, com a guerra civil a chegar á sua conclusão, o presidente Abraham Lincoln decide propor uma lei para por fim à escravatura. 
                Como já disse, todo o filme está nas costas de Day-Lewis, e que se ele falha-se tudo ia a baixo. Mas correu tudo bem, com este brilhante ator a fazer um trabalho excecional em interpretar esta tão célebre personagem. 
                Que fique esclarecido que não é só o ator a fazer o trabalho todo, está rodeado de um elenco de luxo que conta com grandes participações. Principalmente, Sally Field, como a mulher do presidente, David Strathairn e Tommy Lee Jones, que volta assim às suas grandes interpretações. Contudo, para contrabalançar temos atores que estão completamente escusados, como por exemplo, Joseph Gordon-Levitt. 
                Não se nota o muito dramatismo que existe na maior parte das obras de Spilberg, o que não é de todo mau, mas torna a primeira metade do filme monótona em relação ao resto. Os tons mais cinzentos também levam a um maior cansaço visual. 
                Os discursos são o ponto alto de toda a obra, com a existência de grandes momentos, mas falta algo, não me parece que exista aquela espetacularidade que façam elevar o filme para um nível a cima. 
                Certamente, com 12 nomeações para a noite dos Óscares, “Lincoln” deve ter uma boa noite, sendo o meu principal candidato para o Óscar de melhor ator, mas espero que o de melhor filme lhe fuja das mãos.

Nota: 3,5/5