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18/07/2019

Plano de Fuga 3 (Escape Plan: The Extractors - 2019)


            Estou seriamente surpreendido por “Plano de Fuga 3” ter direito a uma estreia no grande ecrã. Tem todo o aspeto de ser um lançamento direto para as plataformas digitais e/ou DVD. Mas bem, a curiosidade levou a melhor e lá acabei por dedicar-lhe algum tempo.
            Embora seja uma sequela, o filme faz um bom trabalho em informar sobre quem são as personagens, as suas relações e acontecimentos passados, por isso, quem quiser entrar de cabeça nisto, está à vontade. Só que a sua história não é grande coisa. É um filme em que a ação é o foco principal e mesmo nesse departamento, podia estar melhor.
            Até estava esperançoso com o início, onde somos presenteados com grandes cenas de artes marciais, tanto de Jin Zhang  como de Harry Shum Jr., que pareciam antever algo de qualidade. Infelizmente, não conseguiu cumprir. Depois da parte inicial, tudo se torna monótono e, com a insistência de ter a maioria das cenas de noite, não se via grande coisa.
Sylvester Stallone e Dave Bautista estarem lá ou serem interpretados por outros atores não devia fazer assim uma grande diferença, já que não conseguem acrescentar nenhuma intensidade especial à ação. Quem sobressai mais é o vilão interpretado por Devon Sawa, que consegue ter umas cenas mais interessantes.
Vamos ter um “Plano de Fuga 4”? Não digo que não, já que com um orçamento de 45 milhões de dólares é mais fácil de recuperar o investimento, mas, sinceramente, tirando o primeiro, já desliguei desta saga.

01/01/2016

Creed – O Legado de Rocky (Creed - 2015)



                Estamos num ano de regressos e de passagem de legados para os mais jovens e um ambiente mais moderno. Já tivemos “Mundo Jurássico”, “Exterminador Genisys” e o mais recente “Star Wars – O Despertar da Força”, agora chegou a vez do ritual de passagem de Rocky.
                Adonis Johnsson, o filme de Apollo Creed, tenta criar uma carreira por ele no mundo do boxe, longe da sombra do seu muito bem-sucedido pai. Para o ajudar vai ter ao seu lado a lenda Rocky Balboa.
                Não sou um grande entusiasta por este tipo de filmes mas, mesmo assim, consegui apreciar a jornada de Adonis. Muito disso deve-se à grande prestação de Michael B. Jordan, à realização de Ryan Coogler e, por incrível que pareça, ao desempenho de Sylvester Stallone. O veterano ator consegue mostrar ao mesmo tempo a força e fragilidade da sua personagem, e servir como o conselheiro do protagonista.
                Jordan consegue ser um protagonista carismático, e mesmo não sendo muito difícil saber qualquer vai ser o seu trajecto ao longo do filme, não é por isso que se perde a vontade de ver todos os acontecimentos. É verdade que a parte romântica com Tessa Thompson não teve o maior interesse, mas deu para um maior conhecimento da personagem e aquilo por que está a passar.
                Os combates estão muito dinâmicos e brutais, conseguindo captar uma intensidade incrível. Isso deve-se ao modo como Ryan Coogler trata destas, entre os close-ups, os slow-motion e o considerável tempo entre takes.
                A banda-sonora também tem um papel importante, conseguindo acentuar todos os pontos com a música mais adequada.
                “Creed – O Legado de Rocky” é um grande filme, e uma excelente maneira de começar o ano.

14/08/2014

Os Mercenários 3 (The Expendables 3 - 2014)



                Já chegava não pessoal? Já tiveram 2 filmes, já se divertiram e fizeram o que tinham a fazer, por isso já era altura de parar não? Vamos ficar pelo terceiro? Espero bem que sim. 
                Barney volta a juntar a equipa para mais um ataque, o problema é que o alvo é um dos fundadores dos Mercenários que se pensava estar morto. 
                Houve uma alteração que não me deixou muito satisfeito. É verdade que ter várias referências aos filmes mais conhecidos dos protagonistas pode ser cansativo, mas também sem ter nenhuma parece que há algo que fica a faltar.
                Temos agora direito a mais caras “antigas” como Harrison Ford e Antonio Banderas e algumas caras novas como Ronda Rousey e Glen Powell. Este elenco mais novo serve para introduzir um tipo de ação mais tática, o que foi uma boa inovação. 
                Por outro lado, baixar a faixa etária foi um grande tiro ao lado. Ao menos nos dois filmes anteriores sabia-se claramente o que eram, homenagens aos filmes de ação dos anos 80. Agora este é um filme despido com cenas de ação que pouco trazem de novo. 
                Deixar a história nas mãos de Sylvester Stallone também pode não ter sido a melhor jogada de todas. Não há nada de novo e parece mais um filme de ação como há aos milhares por ai. A única diferença é que aqui temos um elenco com muitas estrelas de ação. E Mel Gibson como o vilão não é muito convincente, não é por ter muita lábia e dar uns tirinhos que vai ser um grande adversário. O restante grande elenco faz o que sabe fazer bem, andar de um lado para o outro a distribuir socos e chumbo. 
                Esperemos que esta saga fique por aqui que já começa a cansar.


01/01/2014

Ajuste de Contas (Grudge Match - 2014)



                Sylvester Stallone é um ator de filmes de ação, quanto a isso não se pode fazer nada, então o que fazer quando a idade começa a pesar e já ninguém acredite que consegue matar um exército inteiro sozinho? Chamar outro peso pesado do cinema e misturar comédia na ação. 
                Razor e The Kid são dois grandes rivais no boxe. E com uma vitória cada, o par nunca teve o seu desempate. Mas, passados 30 anos parece que é isso que vai acontecer, só que agora já não estão na melhor forma. 
                Vamos começar pelo pior. O argumento não é nada de especial, a ideia principal até que consegue convencer, mas o resto é previsível e não apresenta nada de novo. Grandes rivais que têm assuntos inacabados que aproveitam esta nova oportunidade para finalmente darem início às suas vidas. 
                Agora o melhor. O filme é super engraçado, dos melhores que já vi nos últimos tempos. Isto não fosse o realizador Peter Segal, que já nos entregou grandes comédias. Os dois protagonistas também fazem um bom trabalho, Robert De Niro está mais habituado a este tipo de papéis, por isso já é de esperar algo bom vindo dele, mas mesmo Stallone consegue ser consistente no seu desempenho. Contudo, ninguém bate Alan Arkin que consegue entregar as melhores piadas e que tem um grande desempenho. 
                 As piadas como será de esperar são sobre a idade dos protagonistas, mas também temos alguns momentos que servem para parodiar outros filmes dos atores, sendo que a melhor referência envolve um talho. 
                Uma boa comédia com que começar o ano. A ver.