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10/08/2019

Velocidade Furiosa - Hobbs & Shaw (Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw - 2019)

Embora o terceiro capítulo já o seja na sua essência, parece que temos o primeiro spin-off desta saga com Dwayne “The Rock” Johnson e Jason Statham como protagonistas. Logo nos trailers viu-se o estilo que iríamos ter aqui, ação elevada ao extremo, muita adrenalina e algumas doses de comédia.
            Quando um vilão, melhorado ciberneticamente, ameaça o mundo, o duo improvável de Luke Hobbs e Deckard Shaw têm de se juntar para o parar.
            Se ainda alguém estava à espera que este franchise fosse sobre carros, não esteve muito atento aos filmes anteriores. Basicamente, as leis da física não existem e, se por acaso, um dos elementos cair de um prédio logo se levantar como se nada fosse, não fiquem admirados. Se tiverem isso em mente, e não se importarem com uma história um pouco amealhada em cima do joelho, então vão se divertir muito. Pelo menos foi isso que me aconteceu.
             Se gostaram da troca de insultos entre os dois protagonistas no filme anterior, então aqui está a triplicar. E, embora seja engraçado no início, passado um pouco já chegava a ser cansativo, mesmo com algumas piadas muito bem feitas. Ao menos o novo elemento, representado por Vanessa Kirby, conseguiu equilibrar a mistura explosiva de personalidades. 
              Idris Elba é um vilão intimidador, mas no final, está só lá para dar uns socos, uns tiros, umas boas piadas e usar uma mota toda high tech. Mas, ao menos, serviu para introduzir uma sociedade secreta que pode ser explorada em futuros filmes.
              Dwayne Johnson e Jason Statham conseguem trazer tudo aquilo que estamos à espera num blockbuster de verão, vindo da saga “Velocidade Furiosa”. Além de que tem uns cameos muito engraçados e algumas cenas pós-créditos.

25/05/2018

Deadpool 2 (2018)


            Ninguém estava à espera do incrível sucesso que o primeiro “Deadpool” teve, foi muito bem recebido criticamente e quebrou uma data de recordes nas bilheteiras. Naturalmente, a sequela tinha de aparecer, agora com mais dinheiro na produção “Deadpool 2” tenta ser maior e melhor que o seu antecessor.
            O nosso favorito mutante fala-barato vê-se obrigado a formar uma equipa de mutantes, para assim proteger um jovem mutante de um ciborgue do futuro, Cable.
            Estou algo conflituoso com “Deadpool 2”. Não entre ser mau ou bom, porque por mim este filme é incrível. O maior problema é em comparação com o primeiro. A injeção de dinheiro que teve permitiu criar cenas de ação mais elaboradas, só que para mim as cenas do primeiro eram mais contidas e funcionavam melhor. Mas bem, pode ser que no fim deste texto tenha chegado a uma decisão.
            A comédia continua genial. Referências a tudo e mais alguma coisa, desde filmes, músicas e personalidades. Uma diferença é que enquanto no primeiro havia várias piadas ao género de super-herois no geral, aqui são tiradas mais específicas, como o último Vingadores e “Batman v Super-Homem”, que agora têm muita piada, mas vamos ver daqui a 10/15 anos. Mas, sem dúvida alguma que não faltam grandes tiradas ao filme.
            As cenas de ação aumentaram em grande escala e com uma grande execução. O realizador David Leitch fez parte da dupla que fez “John Wick”, por isso, cenas de ação é com ele. E aqui demonstra isso, numa mistura de ação, comédia e slow-motion muito bem retratada, mostrando todas as habilidades dos mutantes envolvidos.
Ryan Reynolds volta a trazer-nos esta personagem da mesma maneira hilariante e meta que no filme anterior, e ainda bem que aqui é onde não devem mexer. Josh Brolin no papel de Cable também foi uma boa estreia para a personagem, não sei se está fidedigna com o material de origem, mas daquilo que vi achei interessante. Zazie Beetz como Domino e o seu poder de sorte, sim é isso mesmo que leram, permite criar grandes situações, e espero que a atriz volte a aparecer em futuras sequelas ou spin-offs. Mas, tirando o protagonista, a minha personagem favorita foi Colosso, que serve como um melhor amigo para Deadpool, a tentar sempre que ele use os seus poderes para o bem.
A história tem um tom mais dramático, e espalha-se um pouco pelo meio, mas mesmo assim consegue ser uma boa aventura.
Tudo aumentou de escala em “Deadpool 2” e se em algumas coisas isso o favoreceu, em outras nem por isso.



02/09/2017

Atomic Blonde - Agente Especial (Atomic Blonde - 2017)



            Charlize Theron junta-se a um dos realizadores do filme “John Wick” para nos trazer um filme cheio de ação passado durante os finais da Guerra Fria. Theron está-se a afirmar cada vez mais em filmes de ação e este pode ser um passo importante para isso mesmo.
            Uma agente secreta do MI6 é enviada para Berlim, para investigar o homicídio de um colega e, ao mesmo tempo, recuperar uma lista que contêm o nome de todos os agentes duplos.
            Aquilo que salta logo à vista é que este tenta ser um “John Wick” mas no feminino, com algumas diferenças, não muitas, que podem relegar “Atomic Blonde” como a escolha mais fraca. Claro que gostos são gostos mas, para mim, os pontos inferiores são em maior quantidade que os pontos superiores e já vou explicitá-los.
            O mundo aqui criado não é tão envolvente nem misterioso, talvez por se tratar “apenas” do MI6 e não de uma organização clandestina de assassinos mundial, e também pelo cenário ser algo conhecido. As cenas de ação não causam tanto impacto - na sua maior parte são confrontos corpo-a-corpo que, embora muito bem executados, não me fizeram despertar tanta atenção. Mesmo a história, em algumas situações, chega a ser algo confusa e é preciso estar sempre atento neste mundo de espiões e mentiras. Uma coisa a favor é a banda-sonora, com uma forte presença de músicas dos anos 80, que caiem muito bem no ambiente e estilo do filme. Também Charlize Theron consegue uma melhor interpretação que Keanu Reaves.
            Não quero com isto dizer que estamos perante um mau filme, porque não é isso que acontece. Tem grandes cenas de ação, uma protagonista forte e uma grande interpretação de James McAvoy. O problema é mesmo a história mas “Atomic Blonde - Agente Especial” não nos demotiva de todo a voltar a ver Theron em grandes filmes de ação.