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18/08/2019

O Rei Leão (The Lion King - 2019)


Vamos ser sinceros, o “O Rei Leão” de 1994 é a melhor animação de sempre. Pronto, pelo menos, deve ser para muita gente, eu incluído, por isso não achei estranho esta nova versão da Disney chegar, visto que já o estavam a fazer com “Cinderela” e “A Bela e o Monstro”. O único motivo aparente, pelo menos, para mim, para não ter sido feito até agora, prende-se com motivos tecnológicos. Mas, depois daquilo que o realizador Jon Favreau conseguiu fazer com “O Livro da Selva”, pareceu que chegou o momento e não há realizador melhor para o fazer que Favreau.
    Para quem ainda não sabe, o filme apresenta-nos a jornada do jovem leão Simba que, depois da morte do seu pai, tem que aprender o significado de responsabilidade e coragem.
    Para começar: isto é uma animação! Podem arranjar as justificações que quiserem mas, no final, todo o filme foi feito num estúdio, gerado por computadores. E não é por ter UM frame de imagem real que, de repente, o filme passa a ser uma versão em “imagem real”. É apenas um tipo de animação, nomeadamente fotorrealista. E, nesse sentido, o filme está incrível! É algo que é difícil de acreditar que não é filmado em cenários reais, tendo em conta todos os detalhes apresentados. 
Por outro lado, tinha o medo que, com todo este “realismo”, se perdesse o charme da versão animada mas, felizmente, é possível distinguir as emoções que as personagens apresentam. E também dá para saber qual leão é qual, pelo menos durante a maior parte do tempo.  
A história é basicamente uma cópia frame por frame da animação, o que deve desagradar a uns e agradar a muitos outros: basicamente, é voltar a contar a mesma história a uma nova geração. Na verdade, foram feitas ligeiras alterações e, neste caso, mais valiam estar quietos, já que num caso criaram uma incoerência e nos outros não acrescentou nada. 
As novas vozes (na versão original) foram bem-vindas, principalmente Seth Rogen e Billy Eichner, como Pumba e Timon respetivamente, que conseguem sempre ser a festa quando estão presentes. Por outro lado, o regresso de James Earl Jones como Mufasa, embora nostálgico, já consegue dar o poder na voz a um leão no auge da sua força. Donald Glover e Beyoncé, como Simba e Nala, também não foram os meus favoritos, já que as vozes são muito reconhecidas. Na verdade, parece que estamos a ouvir os atores e não as suas personagens.
Esta nova versão de “O Rei Leão”, embora não tenha o mesmo charme que a animação, consegue ser um filme sólido e um prodígio tecnológico.

01/11/2016

Doutor Estranho (Doctor Strange - 2016)



                Como manda a tradição, foi lançado o segundo filme da Marvel Studios do ano e desta vez é a estreia de uma personagem nova, Doutor Estranho. E, se nunca ouviram falar desta personagem não é de estranhar, já que não tem o destaque de um Capitão América, mas o mesmo se aplica ao Homem-Formiga e aos Guardiões da Galáxia e agora ninguém os larga, por isso podemos estar perante mais um grande sucesso.
                Stephen Strange (não o vou chamar Stephen Estranho, isso é apenas parvo) é um famoso neurocirurgião que tem um ego ao mesmo nível, ou talvez superior, ao de Tony Stark. Mas depois de um acidente de carro perder o controlo das mãos e após Strange ter tentado todos os métodos convencionais para restaurar as suas habilidades, este volta-se para o estranho mundo do misticismo.
                Aqui, a Marvel correu um grande risco nesta personagem. É verdade que tinha dado um pequeno passo na magia com Thor mas aqui é como mergulhar de cabeça numa grande piscina mágica. E eles não tiveram medo de o fazer! Quando passamos a conhecer o multiuniverso, parece que tomamos alguma coisa e que estamos com uma grande trip, com imagens todas psicadélicas capazes de dar a volta à cabeça. Também só sendo diferentes é que estes filmes de super-heróis conseguem fazer rios de dinheiro com esta frequência.
                As interpretações estão todas ao melhor nível. Mais uma vez, o casting acertou em cheio. Benedict Cumberbatch faz de um incrível protagonista, mesmo sem o seu sotaque inglês, com uma arrogância e talento incrível que nos leva de boleia por esta viagem mística e consegue ser um mestre nela. Tilda Swinton como a Anciã também foi uma boa surpresa, conseguindo impor o respeito necessário à personagem e sendo a protagonista de algumas das melhores cenas de ação do filme. Chiwetel Ejiofor como Mordo também está bem retratado e deixa-nos curiosos sobre o futuro da personagem. Claro que tínhamos de ter presente um elemento romântico que, desta vez, é interpretado Rachel McAdams mas, felizmente, não é algo onde o filme insista muito.
                Como todas as histórias de origem de super-heróis, muitas coisas não são novidade. Sendo algo semelhante a “Homem de Ferro”, em que há uma personagem principal com o ego bastante inflamado, Stephen tem de ver o melhor que há nele para superar as dificuldades. Aqui temos o filme com mais efeitos especiais do estúdio até agora, não pela magia, mas pelas cenas à la “Inception” que podemos ver nos trailers, que no filme são ainda mais elaboradas e espetaculares e valendo, sem dúvida, a pena a ida ao cinema.
                Mais um tiro certeiro nesta “mágica” personagem, que agora entrou neste universo e mal posso esperar por ver a sua interação com as outras personagens. E não se esqueçam que temos duas cenas pós-créditos.


23/11/2015

O Segredo dos Seus Olhos (Secret in Their Eyes - 2015)



                A tendência de remakes continua, e a vítima desta vez é um filme argentino. E nem me importo muito, porque foi da maneira que ouvi falar deste filme vencedor do Óscar de língua estrangeira. Já para não falar que nesta versão o elenco é constituído por Nicole Kidman, Chiwetel Ejiofor e Julia Roberts.
                O duo de investigadores do FBI, Ray e Jess, juntamente com a representante do ministério público Claire, vê-se dividido quando descobrem que a filha de Jess foi brutalmente assassinada. 13 anos depois Ray está convencido que encontrou o responsável, para acabar de uma vez com o caso.
                Este é um filme de desempenhos e que tem uma história que nos deixa sempre na dúvida. O que o filme consegue retratar melhor é as diferenças temporais, e assim podemos ver como é que as personagens evoluíram, e o modo como ficaram marcadas por este caso em particular.
                Chiwetel Ejiofor interpreta uma personagem que ficou obcecada pelo terrível crime que aconteceu à filha da sua parceira, e que o impediu de avançar com a sua vida pessoal. Nicole Kidman foi aquela que “aproveitou melhor o tempo” e conseguiu avançar na carreira, sem nunca pensar muito no passado. Mas, a mudança mais drástica é a de Julia Roberts, que inicialmente está sempre bem-disposta e a fazer piada, e passados 13 anos parece um cadáver ambulante, sem qualquer emoção ou vida.
                O argumento embora bem construído, para o meio/fim começa a deixar de ter muitas surpresas, mas mesmo assim as relações entre as personagens até estavam bem construídas.
                Um thriller mediano que me deixou curioso em relação ao filme original.


04/10/2015

Perdido em Marte (The Martian - 2015)



                Aparentemente estamos numa onda de regressos. M.Night Shyamalan está num bom caminho com “A Visita”; tudo leva a crer que Johnny Depp vai fazer um grande desempenho em “Black Mass – Jogo Sujo”. Agora é Ridley Scott que, depois do desapontante “O Conselheiro” e “Exodus – Deuses e Reis”, nos trouxe um grande filme.
                Durante uma missão em Marte, o astronauta Mark Watney é dado como morto e deixado para trás quando a restante da tripulação se dirige em relação à Terra. Só que Watney está vivo e tem de sobreviver até que seja possível salvá-lo.
                 Pode dar a entender que estamos perante o “Interstellar” deste ano, tanto Matt Damon como Jessica Chastain também apareceram no filme espacial de Christopher Nolan mas, exceto isso, não podíamos estar perante dois filmes mais diferentes. A parte mais “depressiva” do filme de Nolan é, aqui, substituído por humor. Seria expectável que era muito fácil o isolamento de Watney se transformar num drama mas felizmente isso não se passa. Existem na mesma momentos dramáticos e emotivos, mas Watney tenta fazer de tudo para manter a moral elevada e ir resolvendo os problemas que lhe vão aparecendo.
A meu ver, Matt Damon consegue aqui uma incrível interpretação. É verdade que tenta ficar bem-humorado mas vemos que a solidão e os constantes contratempos que lhe vão aparecendo vão tendo influência nele, criando cenas em que ele se mostra desesperado e sem saber se vai conseguir sobreviver a este titânico desafio. Só que Damon tem um grande elenco com que partilhar espaço. Em “Perdido em Marte”, também vemos o lado dos que o tentam resgatar, nomeadamente a NASA e os seus companheiros. Destacam-se nomes como a já referida Jessica Chastain mas também Jeff Daniels, Michael Peña, Kristen Wiig, Sean Bean, Kate Mara, Chiwetel Ejiofor, entre outros, que tiveram grandes desempenhos e só fizeram bem ao filme.
Isto não podia ser um trabalho de Ridley Scott se não tivéssemos grandes visuais e efeitos. Marte está incrível, criando uma avassaladora sensação de solidão e de imensidão. Adicionalmente, tanto os fatos espaciais como os equipamentos que o protagonista usa no planeta vermelho estão com muito bom aspeto. As cenas espaciais não foram esquecidas tendo sido muito bem orquestradas, estando dentro das melhores do género.
Por fim, falta referir a inconvencional banda-sonora de música disco que consegue ser surpreendentemente bem aplicada.
“Perdido em Marte” é o grande regresso de Ridley Scott, que nos traz um dos grandes filmes do ano.


07/01/2014

12 Anos Escravo (12 Years a Slave - 2014)



                Steve McQueen consegue fazer filmes intensos, temos “Fome” e “Vergonha” para provar isso. Por isso, quando o realizador inglês decide fazer um filme sobre a escravatura nos EUA sabemos que vem algo capaz de provocar fortes reações. Isto sem contar com o grande elenco, como nomes como Chiwetel Ejiofor, Brad Pitt, Benedict Cumberbatch e Michael Fassbender. 
                Solomon Northup é um afro-americano livre que vive em Nova Iorque em 1841. Mas, quando é raptada e vendido como escravo, Solomon vai ter de fazer tudo para conseguir sobreviver, até ter de fazer coisas que nunca imaginou que faria. 
                O filme é incrível, McQueen consegue de novo fazer um grande trabalho. Tendo isso como ponto de partida houve uma coisa que não se nota bem no filme, a passagem do tempo. O filme não nos diz diretamente que o tempo está a passar, tem uma pista aqui e acolá, mas apenas sabemos que passaram 12 anos pelo título e pela parte final. 
                Muito daquilo que o filme é deve-se ao grande trabalho dos atores. Se não fosse pela grande prestação do protagonista, Chiwetel Ejiofor, o filme não teria o impacto que teria. O seu desempenho consegue ser tocante e dramático nas doses certas. Os dois donos de plantação, Benedict Cumberbatch e Michael Fassbender, o mais compreensivo e o do piorio respetivamente, e os seus confrontos com o protagonista criam os melhores momentos do filme. Temos também uma pequena participação de Brad Pitt e Paul Giamatti. 
                Em termos de realização só temos coisas boas. Todo o ambiente e cenários do sul dos EUA têm um grande nível de construção. Tenho apenas a apontar que a banda-sonora em algumas situações quer dar um ar mais dramático do que aquilo que está de facto a acontecer. 
                Um grande filme do realizar e uma grande prestação do protagonista. De certeza que deve ganhar alguma das 7 nomeações que teve para os Globos de Ouro, e nos Óscares deve ter a sua quota de nomeações (e deve ganhar alguns).