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20/02/2020

Bombshell - O Escândalo (Bombshell - 2020)

Numa altura em que os escândalos de assédio sexual estão a ser denunciados, “Bombshell - O Escândalo” é um filme que chega numa altura muito apropriada. Conta com três nomeações para os Óscares, dois por representação e um de maquilhagem e cabelo.
O filme mostra quando um dos maiores responsáveis pela Fox News, Roger Ailes, é acusado de assédio sexual por parte de um grupo de mulheres. 
Sinceramente, antes do filme, a única memória que tinha desta situação foi  uma notícia há algum tempo. Por isso, foi praticamente tudo novidade e foi um processo muito interessante. Mas tenho um ligeiro “problema” nas nomeações: mais depressa nomeava Nicole Kidman para melhor atriz secundária do que Margot Robbie. Kidman teve muito mais, tanto em tempo de ecrã, como em momentos emotivos, no filme, não que Robbie não tenha tido oportunidade de brilhar.
Charlize Theron faz um grande papel e tem uma caracterização que é preciso olhar duas vezes para a conseguir reconhecer, mas que a deixa quase idêntica a Megyn Kelly, a apresentar uma mulher no poder, que tenta fazer-se valer num mundo dominado por homens conservadores. John Lithgow também está com uma grande caraterização e faz um bom papel, como o homem que está habituado a ter todo o poder e a fazer os outros submeter-se a ele. 
Com a ligação a uma história real, o realizador Jay Roach conseguiu criar algumas situações verdadeiramente cruas e emotivas, que nos fazem pensar em todas as situações semelhantes que ocorrem todos os dias. Só que não  deixa de ser um filme interessante, sem nunca passar para o nível seguinte.
Daquilo para que esteve nomeado, “Bombshell - O Escândalo” ganhou merecidamente o Óscar de maquilhagem e cabelo. Mas, mesmo que assim seja, não deixa de ser um filme importante a se ver pela sua mensagem.

02/09/2017

Atomic Blonde - Agente Especial (Atomic Blonde - 2017)



            Charlize Theron junta-se a um dos realizadores do filme “John Wick” para nos trazer um filme cheio de ação passado durante os finais da Guerra Fria. Theron está-se a afirmar cada vez mais em filmes de ação e este pode ser um passo importante para isso mesmo.
            Uma agente secreta do MI6 é enviada para Berlim, para investigar o homicídio de um colega e, ao mesmo tempo, recuperar uma lista que contêm o nome de todos os agentes duplos.
            Aquilo que salta logo à vista é que este tenta ser um “John Wick” mas no feminino, com algumas diferenças, não muitas, que podem relegar “Atomic Blonde” como a escolha mais fraca. Claro que gostos são gostos mas, para mim, os pontos inferiores são em maior quantidade que os pontos superiores e já vou explicitá-los.
            O mundo aqui criado não é tão envolvente nem misterioso, talvez por se tratar “apenas” do MI6 e não de uma organização clandestina de assassinos mundial, e também pelo cenário ser algo conhecido. As cenas de ação não causam tanto impacto - na sua maior parte são confrontos corpo-a-corpo que, embora muito bem executados, não me fizeram despertar tanta atenção. Mesmo a história, em algumas situações, chega a ser algo confusa e é preciso estar sempre atento neste mundo de espiões e mentiras. Uma coisa a favor é a banda-sonora, com uma forte presença de músicas dos anos 80, que caiem muito bem no ambiente e estilo do filme. Também Charlize Theron consegue uma melhor interpretação que Keanu Reaves.
            Não quero com isto dizer que estamos perante um mau filme, porque não é isso que acontece. Tem grandes cenas de ação, uma protagonista forte e uma grande interpretação de James McAvoy. O problema é mesmo a história mas “Atomic Blonde - Agente Especial” não nos demotiva de todo a voltar a ver Theron em grandes filmes de ação.


16/04/2017

Velocidade Furiosa 8 (The Fate of the Furious - 2017)



                Temos mais um Velocidade Furiosa, sendo o primeiro filme desde a morte de Paul Walker. Sem grandes surpresas, a saga de Dom e a sua família continua. Com o decorrer dos filmes, a escala de ação tem aumentado cada vez mais e isso tem resultado, pelo menos, em termos de bilheteiras, já que tem aumentado consideravelmente os lucros. Será que se conseguem ultrapassar tais marcos mais uma vez? 
                Quando Cipher, uma ciber-terrorista, seduz Dom para uma vida de crime, à qual ele parece não conseguir escapar, surge um conflito com todos aqueles que lhe são próximos. 
                Uma coisa é certa. O filme, tal como os outros, é muito divertido. Aqui, o realismo e as leis da física não existem e é, por isso mesmo, que se consegue passar um bom momento no cinema. É que, ao contrário de outras sagas (como em “Transformers”), todo o realismo é aceite pois já temos uma ligação com as personagens e já não nos admiramos com as suas proezas. E, como foi mostrado no trailer, desta vez temos um submarino para derrotar! O que vai ser a seguir? O espaço? É esperar e aguardar. Mas, ao menos, aqui temos mais corridas e ação com carros, algo que estava com tendência a diminuir. 
                Pelo que vemos, tudo certo que parece que Dom está contra a família. Mas este também não é o primeiro filme que vemos, por isso, facilmente se consegue descobrir que, no fim, tudo volta ao lugar devido. No entanto, o conflito e tensão foram bem criados e, quando vemos Dom contra, basicamente, toda a gente, vemos cenas de ação muito bem conseguidas.
O gang habitual está de volta, com o agora recorrente Dwayne Johnson e com o vilão do filme anterior, Jason Statham. É, aliás, entre estes dois que temos muita da comédia de todo o filme. Os restantes elementos pouco acrescentam às suas personagens - também não era preciso muito, basta que se os seus papeis se mantivessem constantes. Em termos de novas entradas, temos a nova vilã, interpretada por Charlize Theronm que, de facto, é uma boa adição sendo uma presença intimidante; só é pena nunca entrar dentro de um carro. Temos, também, Scott Eastwood, no entanto aqui o ator não se enquadra muito bem com a sua personagem. E como não falar de Vin Diesel? O homem é imparável, não há ninguém que lhe consiga fazer frente. Se toda a equipa dos Vingadores da Marvel o enfrentasse, eu ficava preocupado com eles, já que parece que nada consegue pará-lo.
          Claro que o filme não é uma obra-prima do cinema, nem o tenta ser, pois apresenta falhas (e não são poucas). Mas, dentro do seu estilo, consegue ser divertido e, se gostaram dos anteriores, é praticamente certo que também irão gostar deste.