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26/04/2018

Vingadores – Guerra do Infinito (Avengers: Infinity War - 2018)


                Já passaram 10 anos desde o lançamento de “Homem de Ferro”, filme que começou esta jornada cinematográfica, essa que atinge uma primeira conclusão na “Guerra do Infinito”. Praticamente, todos os heróis que vimos estão aqui (e raios se não são uma data deles!) e, finalmente, vemos o que Thanos é capaz e para que quer as Pedras do Infinito.
                Os Vingadores têm de por de lado as suas diferenças e voltar a juntar-se, se querem ter uma hipótese de derrotar o terrível Thanos e a ameaça que ele impõe sobre o universo.
                Vamos lá começar pelo pior, não é bem mau, mas pode ser um ponto negativo. Se este é um filme sobre o culminar de todos os filmes e com todas as personagens, convém que todos os anteriores estejam frescos na memória, já que não se perde tempo com introduções nem nada do género. Assim, espera-se que quem vá ver a terceira entrega dos Vingadores esteja já bem por dentro dos seus elementos.
                O melhor de toda a produção:o vilão Thanos. Havia o receio que, com tantas insinuações a esta personagem ao longo dos filmes, ela não se conseguisse destacar e fosse apenas mais um vilão todo-poderoso banal. Felizmente, tal não podia estar mais longe da verdade. Thanos é o melhor vilão que a MCU já nos entregou, uma presença poderosa e intimidante, com uma determinação avassaladora para completar o seu objetivo, que considera ser a forma de salvar o universo de uma inevitável destruição. Os seus generais não tiveram tanta exploração mas isso é compreensível, e a sua utilização é completamente justificável.
                Como foi possível ver nos trailers, os nossos heróis não vão estar todos juntos mas sim divididos em grupos. E, nesta divisão, quem é capaz de ter ficado pior servido é Chris Patt, já que o carisma da sua personagem é grandemente anulado dentro do grupo onde está inserido.Porém todos têm o seu tempo de antena, menor ou maior, mas os realizadores Anthony e Joe Russo fizeram o melhor que seria possível fazer com um número tão grande de personalidades a ser exploradas. Homem de Ferro, Doutor Estranho, Thor, Homem-Aranha, entre muitos outros têm grandes momentos e foi incrível!
                O filme dura duas horas e meia e, embora eu pudesse continuar a ver por mais uma ou duas horas, estamos numa experiência muito intensa, repleta de movimento e recheada de enredos em simultâneo. O motivo é algo que já falei: estamos perante uma conclusão com personagens já conhecidas, logo a grande maioria do filme são cenas de ação fantásticas, sem muito tempo para recuperarmos o folego.
                O final foi uma grande e agradável surpresa, que me deixa ainda com mais vontade de ver o que vai acontecer para o ano.


24/02/2018

Black Panther (2018)



                Depois de ter sido apresentado em “Capitão América – Guerra Civil”, já sabíamos que Black Panther iria ter um filme a solo. Está toda a gente a dizer que é o primeiro filme de super-heróis com um negro como protagonista mas, muito provavelmente, todos se esquecem esquecer de “Blade”. Mas adiante, é o primeiro nesta nova era dourada do género no cinema e isso é de louvar. Com Ryan Coogler (“Creed”) como realizador podemos estar perante um grande filme.
                T`Challa é o novo rei de Wakanda, um reino isolado e tecnologicamente avançado do continente africano. Só que o aparecimento de Erik Killmonger pode pôr termo a esse reinado.
                A criação de Wakanda está muito bem conseguida. Parece ao mesmo tempo uma cidade do futuro e, ao mesmo tempo, dentro da sua identidade tribal africana. Aqui temos vibranium aplicado em tudo e mais alguma coisa, desde os transportes até às roupas, o que permitiu o enorme avanço tecnológico do país em relação ao resto do planeta.  
                Isto é quase um ponto secundário já que quem brilha aqui é o elenco. Mas não é só o protagonista que está em destaque: todas as outras personagens à sua volta estão bem exploradas e conseguem-lhe roubar várias cenas. Todas as mulheres que rodeiam Chadwick Boseman são muito interessantes, desde Lupita Nyong'o e Danai Gurira até Letitia Wright - a irmã mais nova de T`Challa e a responsável tecnológica do país -, todas têm os seus momentos para brilhar.
                Parece que a Marvel está a começar a dar mais atenção aos seus vilões. Tanto no último Homem-Aranha como no Thor os vilões já foram um pouco melhores. Mas este Erik Killmonger (interpretado por Michael B. Jordan) já está noutro nível. Uma personagem com grande carisma e presença física, cujos motivos são válidos e com os quais acabamos mesmo concordamos com alguns deles… Consegue ser um grande antagonista para Wakanda inteira. E o nosso protagonista? Chadwick Boseman já tinha aparecido em “Capitão América - Guerra Civil” logo já temos algum entendimento da personagem mas é aqui que vemos a maneira como a morte do seu pai o afeta, o modo como interage com os seus agora súbditos e, principalmente, com a sua irmã.
                Os efeitos especiais que até costumam ser bem bons nos filmes da Marvel, aqui tem alguns momentos que deixam algo a desejar, principalmente na batalha final.
                Estamos perante mais um grande filme da MCU, que agora vem com uma pitada de conteúdo político.


30/04/2016

Capitão América – Guerra Civil (Captain America: Civil War - 2016)



                Embora seja o terceiro filme de Capitão América, à medida que o tempo ia passando e se ia sabendo que cada vez mais heróis iam aparecer, parecia que este seria um Vingadores 3 e que Capitão América seria mais um entre muitos. E, depois do grande filme que os irmãos Russo nos trouxeram em “Capitão América – O Soldado do Inverno”, será que vão conseguir superar-se?
                Os Vingadores continuam a tentar defender o mundo, mas como em todas as missões resultam graves danos colaterais, os governos do mundo querem que ele sejam supervisionados. Isto vai dividir a equipa, com Homem de Ferro do lado do acordo, e com Capitão América contra a supervisão.
                Mas nada disto interessa, porque o se quer saber é se a passagem de Homem-Aranha para a Marvel sempre valeu a pena. E, mesmo aparecendo em apenas duas cenas (embora uma seja bastante longa), a vontade de ver esta nova versão num filme a solo aumentou consideravelmente. Finalmente vemos um Homem-Aranha mais jovem, com mais tiradas cómicas e com grandes cenas de ação. Pantera Negra também faz aqui a sua estreia, e mesmo tendo um bom fato e boas cenas de ação, não me cativou assim tanto, mas espero pelo seu filme a solo para ver se a personagem se vai destacar neste universo.
                É verdade que temos quase todas as personagens que apareceram no universo Marvel aparecem no filme, mas mesmo assim não deixa de estar focado em Steve Rogers. Todos os elementos têm os seus momentos, contudo é a luta entre Rogers e Tony Stark, e a relação do primeiro com Bucky Barnes, que move o filme em frente. Para muitos dos atores entrar dentro destas personagens é como vestir uma segunda pele, e as suas interpretações são sempre boas.
                O argumento, embora não tão sólido como o filme anterior, mesmo assim conseguiu o que “Batman v Super-Homem – O Despertar da Justiça” tentou, que foi criar tensão e com consequências que se vão manter. O maior problema é algo recorrente com os filmes da Marvel, o seu vilão. Não foi muito bem desenvolvido, principalmente tendo em conta o nome da sua personagem, mas também verdade seja dita, este filme não é sobre ele.
                Mas a ação está incrível. Temos mais cenas, mais elaboradas e é sempre interessante ver super-heróis às turras uns com os outros. E a cena no aeroporto, que aparece no trailer, vai ser provavelmente uma das melhores sequências de ação do ano, e é capaz de ser a melhor já feito dentro deste género.
                “Capitão América – Guerra Civil” é uma grande maneira de fechar a trilogia, e entrega tudo aquilo que promete.