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13/06/2019

John Wick 3 - Implacável (John Wick: Chapter 3 - Parabellum - 2019)


            Vocês já viram as enormes doses de adrenalina que são os dois filmes anteriores? Este não abranda na intensidade, e chega a subir ainda mais a fasquia.
Com a cabeça a prémio pela sociedade de assassinos, John Wick vai ter de arranjar maneira de sobreviver e dar a volta à situação.
Agora com o mundo atrás dele, não há praticamente tempo para respirar, com cena de ação seguida de cena de ação: ao fim das duas horas de duração do filme, já começa a cansar um pouco. Mas estas cenas estão extremamente bem executadas, com poucos cortes, e é possível seguir tudo o que está a acontecer, com formas ainda mais inovadoras de “limpar” gente. O realizador Chad Stahelski (que fez todos os filmes da saga) volta a entregar doses brutais de violência, que podem não agradar a todos.
Aqui surge uma maior exploração de toda a mitologia deste mundo de assassinos (a sério, no filme parece que metade dos habitantes de Nova Iorque são assassinos), com a introdução de elementos como o Elder e a Juíza. Halle Berry também aparece aqui, contrastando com o modus operandi do protagonista, para dar boa variedade a toda a ação. Keanu Reeves volta a mostrar que foi talhado para este papel, onde não tem de fazer um incrível trabalho de interpretação, mas que basta entrar numa sala para criar uma presença e ser intimidador.
A saga “John Wick” é uma daquelas com que podemos contar para entregar enormes doses de ação, de uma maneira mais “crua” e entusiasmante daquilo que estamos habituados nos dias de hoje. Aqui fico à espera do já anunciado quarto capítulo! 


08/05/2017

John Wick Capítulo 2 (John Wick: Chapter 2 - 2017)



                O primeiro “John Wick” foi uma boa surpresa, com Keanu Reeves como um lendário assassino com grandes cenas de ação. O problema que há com as sequelas é que, ao aumentar a escala, podem perder aquilo que tornou o primeiro tão bom. Porém um dos realizadores do original está de volta e pelos trailers parece que estamos perante coisa boa.
                John Wick é forçado a voltar à vida do crime como forma de pagar uma dívida. Mas isso só vai fazer com que a sua cabeça seja colocada a prémio.
                Uma das coisas que o primeiro filme conseguiu criar foi uma mitologia para o mundo dos assassinos, desde as moedas de ouro ao Continental, e aqui temos uma expansão disso, onde descobrimos novas regras e o ramo internacional. Mas houve um contra. Chega a uma altura do filme em que parece que toda a gente de Nova Iorque está envolvida, de uma forma ou outra, neste submundo do crime, o que perde o impacto geral.
                O argumento aqui mantem-se simples como o primeiro: é mais uma história de vingança e que, para o que “John Wick Capítulo 2” é, serve perfeitamente. Keanu Reeves volta a entrar nesta personagem em grande forma e, nas cenas de ação, está sempre “na maior”. Só quando a ação para é que, às vezes, parece que se perde um pouco mas nada de grave. Temos o regresso de um grande Ian McShane e a introdução de Riccardo Scamarcio e Laurence Fishburne (embora este último apareça durante pouco tempo).
                Só que a grande estrela aqui são as cenas de ação, que continuam brutais, sem muitos cortes, bem coreografadas e com a mesma violência do primeiro – sim, porque o senhor Wick não se limita a incapacitar.
                Uma sequela que conseguiu ser melhor que o original, aumentando ainda mais as cenas de ação mas, mesmo assim, mantendo aquilo que o caraterizava. Teria preferido um final totalmente fechado - e não algo que dê para uma sequela - mas ela que venha e que seja ainda melhor!