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07/06/2018

Tomb Raider (2018)


                Todos sabemos o “enorme” sucesso que os filmes baseados em videojogos têm tido nas salas de cinema… Vejamos, ao menos, este tem alguma história. Agora, em Alicia Vikander, vemos uma Lara Croft totalmente diferente da de Angelina Jolie. Pareceu-me que estava a seguir a mesma linha do reboot que nos jogos daí havia um pequena esperança que viesse aí coisa boa.
                Lara Croft é a filha de um aventureiro desaparecido que é levada aos limites quando descobre a ilha onde ele desapareceu.
                O filme é bom mas não nada de especial, não tem nada que me “puxe”. É bastante competente, tem boas prestações e a realização não é má. As cenas de ação não são nada de extraordinário e muitas das tentativas de fazer piadas falham completamente ao lado.
                Alicia Vikander faz muito bem o papel: é uma Lara extremamente convincente e, quando faz algumas das mesmas cenas que no jogo, parece que mesmo saído de lá. Porém, uma tradução direta não resultou num melhor filme. Walton Goggins é um grande ator mas que aqui é um vilão completamente desperdiçado. O argumento também não é mau e cumpre com os requisitos para passar um bom bocado.
                Estava à espera que uma possível sequela pudesse continuar o bom trabalho de Vikander e melhorar o resto à volta dela mas, infelizmente, os resultados de bilheteira não ajudam a isso.


31/07/2016

Jason Bourne (2016)



                Depois da aventura com Jeremy Renner não ter corrido tão bem (embora continue a achar que é um filme de ação de valor), a dupla original chegou, com Matt Damon à frente da câmara e Paul Greengrass atrás dela. Será que é desta que Bourne já não tem de descobrir nada sobre o seu passado?
                Depois da CIA tem sido alvo de um hack, Jason Bourne é, de novo, responsabilizado, o que o obriga a sair do seu esconderijo e a enfrentar quem anda atrás dele.
                E o raio do homem ainda não se lembra de uma data de coisas! Verdade seja dita, as minhas lembranças da trilogia inicial já não são o que eram e, felizmente, não são um requisito obrigatório para entender este “Jason Bourne”. Mas, mesmo assim, a história parece seguir a mesma tipologia que os filmes anteriores.
                Temos mais cenas de ação, do mesmo estilo dos filmes anteriores: ação corpo-a-corpo e cenas de perseguição (a do final do filme é uma coisa do outro mundo), com muita câmara tremelique pelo meio. Matt Damon prova que ainda está para as curvas e que consegue dar conta do recado. Entre as novas adições do elenco, como Tommy Lee Jones e Alicia Vikander,  que embora façam o seu papel decentemente, é bastante fácil saber o rumo que as suas personagens vão tomar.
                Porém é no argumento que o filme mais desilude. Não é tão emocionante como os filmes anteriores e parece ser muito material reciclado dos mesmos. Não que seja uma história má, serve bem para acompanhar o filme mas não é nada de empolgante.
                Jason Bourne está de volta e, mesmo não sendo na melhor forma, ainda traz uma boa dose de ação.


04/09/2015

O Agente da U.N.C.L.E. (The Man from U.N.C.L.E. - 2015)



                Mais uma série que vai ter tratamento no grande ecrã, e desta vez coube à série de espiões dos anos 60. E não há ninguém como Guy Ritchie para trazer este género para os nossos tempos.
                No início dos anos 60 e em plena Guerra Fria, o agente da CIA Napoleon Solo vai-se juntar ao agente da KGB Illya Kuryakin para impedir uma organização criminosa de criar e espalhar armas nucleares.
                Guy Ritchie já nos habituou a filmes com boas combinações de ação e comédia, como foi provado nos dois filmes sobre Sherlock Holmes, e aqui volta a consegui-lo. Só que aqui algumas das cenas de ação são tão cómicas, que não se nota nenhum perigo real, não consegue criar nenhuma tensão real.
                O filme consegue criar uma boa sensação da época (o que permite distinguir de outros do género como James Bond e Missão Impossível), e as transições de cenas até estão engraçadas. Isto é exceto na parte final. Quando está muita gente envolvida e estão todas aos tiros, o ecrã divide-se demasiadas vezes, perde-se o fio à meada, não se entende bem o que se está a passar ou a acontecer.
                Henry Cavill faz uma boa interpretação como mulherengo e descontraído agente da CIA, mas gostei mais de ver Armie Hammer como o rígido e psicótico agente da KGB. Para completar este grande duo temos Alicia Vikander, que interpreta Gaby, que volta a provar mais uma vez que é uma atriz a ter em conta. E esta provavelmente vai ser das poucas vezes que vou dizer que queria ver mais de Hugh Grant.
                Pode ser isto o início de mais uma saga nas salas de cinema? É bem possível que sim, as bilheteiras não foram muito famosas, mas pode ser que sequelas possam acontecer. E espero que consigam pelo menos ser tão bons como este.


25/04/2015

Ex Machina (2015)



                Finalmente chegou às salas de cinema um filme de ficção-científica que vale a pena! Pelo menos é isso que dá a entender mas é preciso ter cuidado porque esta é a primeira tentativa de Alex Garland na cadeira de realizador.
                Neste enredo, Caleb é um jovem programador que ganhou um concurso para passar uma semana com o génio e recluso CEO da companhia onde trabalha. O que não sabe é que, quando chegar lá, vai ter de testar se a primeira Inteligência Artificial possui consciência.
                O filme baseia-se no seu forte argumento, nomeadamente nas inteligentes conversas entre Caleb e AVA (a inteligência artificial) e Caleb com Nathan. E, enquanto a primeira tenta criar uma aparente ligação com o protagonista, o segundo tem uma grande noção da sua importância, embora não o queira mostrar logo.
                Oscar Isaac (que interpreta Nathan) tem uma personagem que está naquele ténue linha entre o génio e o excêntrico e, desde o início, eu estava à espera que ele arranjasse um machado e começasse a distribuir acoites. E, por estranho que pareça, as conversas entre os dois humanos são mais interessantes do que com AVA (interpretada por Alicia Vikander), que altera o seu diálogo à medida que as conversas vão acontecendo, inicialmente inocentes, mas depois cheias de insinuações.
                O filme é cativante e consegue prender o espetador até ao fim e os grandes twists fazem sentido e conseguem elevar o filme. Um problema foi não saber onde parar; se o filme tivesse acabado na cena do elevador (não a vou contar para não estragar a surpresa), teria criado maior impacto.
                Garland conseguiu um grande filme de ficção-científica para a sua estreia. Resta esperar para ver se se vai manter nesta rota.