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10/05/2020

Entre Rivais (Just Getting Started - 2017)


          Não vem aí coisa boa. As comédias com estrelas da terceira idade têm a sua dose de popularidade… Não são nada de especial mas costumam ser filmes razoáveis e fazem o dinheiro suficiente. Além disso, geralmente, têm trailers minimamente engraçados porém o mesmo não se pode dizer desta aventura de Morgan Freeman e Tommy Lee Jones.
          Não há nada neste filme para que possa ser chamado de comédia. Claro que, como já disse várias vezes, a comédia é bastante subjetiva e, para mim, aqui nada funcionou. Parece que os atores queriam ir tirar uma temporada de férias e arranjaram o filme como desculpa.
          Não que os atores não tenham a capacidade de ter piada - estamos a falar de veteranos que já passaram pelo grande ecrã diversas vezes - mas aqui falharam totalmente o alvo. E nenhuma das duas histórias principais tem qualquer interesse. As tentativas de assassinato a Duke são quase diretamente tiradas de um cartoon de quão ridículas são. Outro elemento dispensável é o enredo da “revisão de contas” do lar, que podia ter sido completamente excluída, já que, praticamente, não fazia qualquer diferença. E assim, talvez a outra narrativa tivesse um maior cuidado,
          Se quiserem rir-se com uma boa comédia, escolheram o filme errado.

28/02/2020

The Boy - A Maldição de Brahms (Brahms: The Boy II - 2020)

          Não faço ideia quem teve a brilhante ideia de fazer uma sequela ao filme de 2016. A crítica não foi propriamente generosa com ele e não é como se tivesse feito muito dinheiro. Mas, quando se tem um orçamento tão baixo como 10 milhões de dólares, é normal que ter feito mais de 70 em bilheteira é uma grande vitória. Tinha esperança que, com a sequela, o panorama melhorasse um pouco. Infelizmente, não foi isso que se passou.
Uma família decide-se mudar para uma casa perto da mansão Heelshire, onde o filho faz amizade com um boneco chamado Brahms.
A sério que foi isto que se lembraram de fazer? Agora carregamos a sério na tecla do sobrenatural e estamos o filme todo a atormentar a pobre Katie Holmes. E nem são em cenas com algum suspense, ou onde se crie algum clima de tensão. São só aqueles sustos previsíveis em que salta alguma coisa do ecrã. 
O elenco não deslumbra, mas também não têm propriamente um grande argumento com que trabalhar. Katie Holmes está sempre com cara de confusa e assustada e ninguém quer acreditar nela, e Christopher Convery é a versão mais recente de miúdo que aparece sem expressão a tentar parecer assustador.
Estava à espera que “The Boy - A Maldição de Brahms” fosse um pouco melhor que o seu antecessor, mas infelizmente acabou por ser ainda pior.

24/07/2015

The Vatican Tapes – O Regresso do Mal (The Vatican Tapes - 2015)



                Um filme de possessões! Algo que claramente nunca foi feito num filme de terror! E se, quando bem-feito, essa falta de originalidade não se nota, na maioria dos casos é apenas uma desculpa para sustos fáceis sem qualquer interesse. Infelizmente, “The Vatican Tapes – O Regresso do Mal ” vai por este segundo caminho.
                Um padre e um exorcista do Vaticano têm a difícil tarefa de tentar expulsar um demónio do corpo de Angela.
                De filme de terror não tem praticamente nada, lá tenta pregar um susto ou outro, mas é tudo aquilo que já foi feito no género e com bem mais qualidade. Eu sei que no título diz que vamos ter vídeos, mas as cenas com as câmaras de vigilância parecem demasiado forçadas e não trazem nada de realmente importante para o filme.
                Para além do pequeno twist final, a história segue o mesmo caminho que quase todos os outros filmes do género. E, mesmo com esse twist o final não consegue satisfazer. O filme acaba e a pessoa fica: “A sério? Vai acabar assim?”. Não há qualquer sentimento de conclusão.
                Em termos de elenco também não é do que melhor já vimos. Quando se vê Michael Peña em “Homem – Formiga” sabemos que ele consegue fazer bem melhor do que demostrou aqui. Olivia Dudley consegue ser razoável, mas não passa disso.
                O filme não satisfaz nem consegue ser assustador. O que se tira daqui é que se tem de ter cuidado quando se corta o dedo.


11/05/2015

A Maldição de Michael King (The Possession of Michael King - 2015)



                Uau, um filme sobre possessões de demónio! Isto sim é entrar em campo novo e original. As expetativas em relação ao filme são bastante baixas, logo desde que apareça algo que esteja de facto bem-feito já é positivo.
                Michael King não acredita nem em Deus nem no Diabo. E depois da súbita morte da sua mulher, Michael vai tentar provar que o sobrenatural não existe. Para o fazer, ele vai servir como cobaia para vários praticantes do oculto testarem os seus mais poderosos feitiços, na convicção que vão falhar. Só que não aconteceu bem assim…
                A coisa começou mal quando o filme quis meter found footage (já estou farto deste tipo de filmes, e exceto raras exceções, são geralmente fracos) algo já demasiado comum neste género. E depois o argumento também é bastante genérico, um protagonista que não acredita em demónios nem em nada do género, e que depois acaba possuído, algo já muito visto.
                A primeira metade do filme é o típico apresentar de personagens e o que elas estão a fazer, nada de muito emocionante nem que entusiasme. A segunda parte consegue melhorar um pouco, já que aqui já temos o ser sobrenatural envolvido no assunto, aqui algumas cenas já são mais interessantes, mas mesmo assim, nada de espetacular. Embora o filme esteja todo nos ombros do protagonista (Shane Johnson), a maior falha do filme é o seu argumento.
                Um filme de terror que não satisfaz.


11/03/2015

As Cinquenta Sombras de Grey (Fifty Shades of Grey - 2015)



                Com milhões de livros vendidos, uma legião de fãs, um dos trailers mais vistos de 2014 e uma agressiva campanha de marketing, “As Cinquenta Sombras de Grey” tinha tudo para triunfar nas bilheteiras (o que se verificou). No entanto, a questão permanece: valerá a pena ver esta adaptação do romance erótico de E.L. James. 
                A vida da recatada Anastasia Steele muda completamente depois de conhecer o milionário Christian Grey e os seus gostos peculiares. Vamos dar uma vista de olhos pelo mundo do S&M. 
                O problema que se nota logo no início é toda a estrutura da narrativa. Não parece uma história coesa, de todo, mas sim vários segmentos que foram colados todos seguidos. E até mesmo o enredo, em si, deixa muito a desejar: se, enquanto no livro, ainda havia alguma coisa por onde se pegar, no filme parece que se está a apressar e a comprimir tudo para conseguir meter a história toda dentro das duas horas de duração. 
                Mas vamos passar para aquilo que interessa e que a maior parte dos leitores deste texto querem saber – há sexo hardcore e sensualidade exacerbada? Em boa verdade, o chamariz do filme são as suas cenas sexuais no entanto, em vez de aproveitar este trunfo, o filme desperdiça-o de uma forma espetacular e triunfal! Quase não existem e, quando aparecem, não são nada de especial. Deixam muito a desejar, tanto pela sexualidade explícita como pelo poder de sugestão, principalmente para quem leu o livro. 
                Falando de elenco, o duo de protagonistas nem está mal de todo. Dakota Johnson e Jamie Dornan tem uma química razoável mas não conseguem valer a pena a visualização do filme. Verdade seja dita, a partir de agora eles vão ser sempre conhecidos por estas personagens. 
                O melhor de todo o filme foi, sem dúvida, a sua banda-sonora. Com nomes como Beyoncé e Sai. 
                As sequelas já estão asseguradas, mas será que depois deste primeiro o interesse se vai manter?


24/06/2014

Aqui Vem o Diabo (Ahí va el diablo - 2014)



                Estava à espera de melhor deste filme de terror mexicano. Pronto, podia não estar à espera de grande coisa, mas esperava que ao menos fosse melhor do que aquilo que é. 
                Um casal perde os seus filhos durante uma viagem de família. Quando eles reaparecem sem explicação já não são os mesmos. 
                O meu maior problema com o filme é que não consegue manter um clima tenso nem existem grandes momentos de terror. Tem um momento ou outro, mas nada de muito entusiasmante. 
                O argumento até consegue convencer, mas não entusiasma nem tem muito interesse. Só para o fim, quando finalmente sabemos o que se está a passar é que o filme se torna mais interessante. Pena é que isso não tenha acontecido a meio do filme. 
                 E também não é pelas representações que o filme vai ser uma grande experiência. 
                Um filme de terror que deixa muito a desejar.



13/05/2014

Hércules – A Lenda Começa (The Legend of Hercules - 2014)

                Depois de ver o trailer deste “Hércules – A Lenda Começa” fiquei consideravelmente assustado. Aquilo que íamos ter era apenas um filme de ação com gladiadores, com a diferença que um deles se chama Hércules. 
                Hércules é mandado para a guerra pelo seu pai adotivo, o Rei Amphitryon, onde é capturado e mandado para as arenas como um escravo. Hércules tem de utilizar a sua grande força para poder superar este desafio e voltar para a sua amada. 
                Este filme é bastante fraco, parece um fraco Spartacus. Em termos técnicos é muito fraco, desde o aspeto geral do filme, até aos efeitos sonoros que consegue dessincronizar as falas com a boca dos atores. O que está melhorzinho são as cenas de ação, já que demonstram algumas boas ideias, a sua execução é que podia ter corrido melhor. 
                Chamar este filme de Hércules é apenas para atrair os fãs deste semideus grego e depois dar-lhes um grande soco no estômago. O que distingue este filme de um de gladiadores? Muito pouco, o protagonista tem mais força é verdade, mas exceto isso não há mais nada que o distinga. 
                Já agora, o protagonista conseguiu ser uma agradável surpresa. Em termos de interpretação é a melhor de todo o filme e sinceramente não estava à espera que Kellan Lutz conseguisse fazer o decente trabalho apresentado. 
                Um filme que mesmo com algumas boas ideias, não deixa de ser um desastre em todos os aspetos.