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29/03/2020

Cats (2019)

  
Sinceramente, se não fosse toda a polémica que este musical teve, tão cedo não o ia ver. Ninguém foi simpático nas críticas do filme. E nem estamos a falar de um realizador estreante, sem grandes projetos em seu nome, mas sim de Tom Hooper, que nos trouxe “O Discurso do Rei” e “Os Miseráveis”. Por isso, a minha curiosidade levou a melhor e lá se passaram quase duas horas.
Todos os anos, uma tribo de gatos Jellicles decide qual deles é que deve ascender e voltar numa nova vida.
Não faço ideia do que raio é que vi! Antes de mais, esta é a minha primeira experiência com este musical. Logo, qualquer crítica relativa ao musical, estou apenas a referir-me a esta versão cinematográfica. Porque, raios! Isto é parvo como tudo. É só um bando de gatos a cantarem quem é que são durante todo o filme? A sério que é só isto? Não tem mais nadinha? Fiquei extremamente desapontado com esta história, principalmente quando é um filme que juntou um elenco bastante competente, como Idris Elba, Judi Dench e Ian McKellen. E as músicas em si também não são grande coisa, tirando uma ou outra, são aborrecidas e sem interesse.
Agora os tão falados efeitos visuais… Quem foi o génio que teve a ideia de fazer isto?! Fazer uma mistela de pessoas com gatos é tão incrivelmente estranho que quase chega a fazer impressão. O problema é que é uma situação que distrai bastante, na maior parte dos filmes quando há algum efeito que sobressai, passado algum tempo isso vai-se desvanecendo, infelizmente isso não acontece aqui.
Não recrimino ninguém por ter tentado fazer algo diferente, afinal é isso que queremos ver quando vamos ao cinema. Só que aqui foi uma experiência incrivelmente mal sucedida, e até me admira que não tenham notado isso durante a sua produção.


08/05/2015

Perseguição Escaldante (Hot Pursuit - 2015)



                Uma comédia com Reese Witherspoon e Sofia Vergara pode parecer, à primeira vista, uma ideia que pode resultar bem no grande ecrã, pelo menos na teoria, já que a concretização deixou muito a desejar.
                Cooper, uma polícia que segue todas as regras à risca, é obrigada a proteger a recente viúva de um traficante de droga para que ela possa ir testemunhar. Para ter sucesso na sua missão, tem de fugir tanto de polícias corruptos como de membros do cartel.
                O tipo de piadas ao longo do filme não varia: ou se faz pouco da altura de Witherspoon ou da figura de Vergara ou do sotaque das duas. E, se no início pode agradar, rapidamente passa a cansativo, até chegar a altura em que já não se aguenta com isso.
                As protagonistas entram bem nas suas personagens. O GRANDE problema é que não são boas personagens de todo. E a história segue o mesmo caminho do desastre. Ainda por cima, tenta fazer uma surpresa no final, mas falha redondamente...
                99% das situações “cómicas” não têm piada nenhuma. Até eu, que nem desgosto de filmes de Adam Sandler, não consegui achar piada nenhuma ao filme.
                Uma comédia que deixa muito a desejar - e não por falta de talento dos participantes!


17/04/2015

O Segurança do Shopping – Las Vegas (Paul Blart: Mall Cop 2 - 2015)



                Kevin James quer, com toda a força, continuar a aparecer nas salas de cinema. Nem que, para isso, tenha de fazer sequelas para um filme que já era bastante fraco. Será que desta vez ele vai fazer as coisas diferentes? Claro que não!
                Passaram-se seis anos depois do primeiro filme e Paul Blart vai ter as suas merecidas férias quando vai a Las Vegas com a sua filha, para uma convenção de seguranças de shopping.
                Porque é que não deixaram o primeiro filme quieto?! Se o segundo ainda fosse diferente e apresentasse algo de novo, já não era mau, mas este parece uma cópia do primeiro filme, só que noutro cenário. Mais uma vez, temos aquilo que aconteceu com “A Ressaca” e a sua sequela.
                E depois, as piadas que temos são sempre baseadas no mesmo: ver Paul Blart a cair, a apanhar de outras pessoas e a vê-lo fazer figuras tristes. Porque, aparentemente, isso é a única coisa que consegue fazer. Claro que tem aquele lado da personagem que não quer ficar só e que leva o seu trabalho demasiado a sério mas não chega a ser grande coisa.
                Consegue ter uma cena ou outra que até vale a pena mas nada que valha o filme por inteiro. James devia fazer uma grande pausa destas palhaçadas.


03/07/2014

Paixões Unidas (United Passions - 2014)



                Quando temos logo aquela mensagem inicial que nos diz que, embora o filme seja baseado em factos reais, algumas personagens e caraterizações não aconteceram, o interesse passa logo para metade. É verdade que, sendo um filme, nunca iria ser 100% fidedigno, mas este lembrete inicial é apenas o início de quase duas horas de desgraça. 
                Aqui vamos percorrer a história da FIFA. Desde a fundação e os sonhos dos seus membros fundadores, até ao mundial de futebol de 2002. 
                O grande problema deste filme? A grande fragmentação de toda a história. É verdade que apresentar 100 anos de história num filme é sempre um trabalho ingrato, mas mesmo assim quando as luzes voltam a acender fica-se quase a saber o mesmo do que quando se entrou. E, como estamos a falar duma marca ainda muita ativa e poder, quando se fala mal nunca se desenvolve muito e ficamos sempre sem respostas. 
                Mas, se fosse só a história o problema até nem se estava muito mal, só que a realizaram e o elenco também deixam muito a desejar. Nota-se que não houve muito cuidado com a filmagem, nem com o tratamento do som, com situações que não seriam de esperar num filme destes. 
                No elenco temos direito a Tim Roth, Sam Neill e Gérard Depardieu, e cada um é pior que o outro. As suas interpretações não conseguem convencer e as suas personagens são pouco desenvolvidas, os atores já apresentaram melhores trabalhos, e o fraco argumento também não os ajudou. 
                Um filme que o futebol não merecia e que parece que só levará as pessoas ao cinema por causo do mundial que está a decorrer.


26/01/2014

Coelho Kung-Fu (Tu Xia Chuan Qi - 2014)



                Uma animação made in China que tal como os muitos produtos que vêm de lá, a qualidade não é das melhores. Parece uma imitação barata da Dreamworks, “Panda do Kung-Fu”, só que em vez de um panda temos um coelho. 
                Fu é um coelho cozinheiro que recebe poderes de kung-fu de um mestre antes de ele morrer. E para cumprir o último pedido do falecido, Fu vai ter de levar uma tábua à filha dele. 
                A primeira coisa em que notamos é na falta de detalhe no departamento técnico. É verdade que tem cenários cheios de cor, mas em termos de aspeto parece que estamos perante um jogo de telemóvel. Tanto as personagens como os cenários têm um aspeto demasiado simplista. 
                Algo que também podia estar bem melhor é a dobragem para a língua de Camões. Nota-se principalmente quando as personagens mexem a boca e nenhum som sai, e temos também demasiados grunhidos de animais que não me parecem que se encontrem na versão original. 
                O argumento é o básico e os diálogos são demasiados simplistas, mesmo que se trate de um filme para os mais pequenos. Também isso pode ser divido à dobragem. 
                As únicas coisas que estão melhorzinhas são algumas das sequências de combate. 
                Uma animação que é melhor esquecer.


30/07/2013

Phantom - Submarino Fantasma (Phantom - 2013)

                Não vejam este filme. A sério, não vejam. Foi dos poucos filmes em que me foi quase impossível ver até ao fim. Mesmo tendo atores que até gosto - como David Duchovny e William Fichtner -, não me impediram de, simplesmente, me querer afastar deste filme como tudo.
                O capitão Demi é obrigado a fazer uma última viagem a bordo de um submarino soviético onde se vai dar uma experiência secreta pela KGB, em que este ensaio pode provocar uma guerra nuclear. Cabe à não muito contente tripulação impedir que isto aconteça.
                Antes de apontar mais defeitos, tenho que destacar este: ver um filme em que todas as personagens são da União Soviética são representados por atores de origem inglesa, para mim, faz-me confusão; se fosse mesmo um filme de baixo orçamento ainda entendia mas este, mesmo não tendo orçamento milionário, foi muito difícil de engolir.  
                E, além disso, um filme deste tipo tem a sua maior força nas personagens e nas suas interpretações que, neste caso, deixam muito a desejar. Há uma tentativa de tornar a personagem principal em algo mais completo, desvendando um pouco do seu passado, mas, no fim, tal revela-se indiferente.
                Resumindo, em vez de termos um empolgante thriller, temos algo monótono e rotineiro. É verdade que toda a ação se passa debaixo de água, mas isso pouco serve para tornar o clima mais tenso.
                Um filme que nada de bom se tem a apontar.


15/07/2013

Spring Breakers: Viagem de Finalistas (Spring Breakers - 2013)



                Uma confusão pegada. É a melhor descrição que posso fazer deste filme. Chega uma altura em que meter mamas e rabos a saltar deixa de ter piada e sem fazer sentido. Mas, qual é o grande chamariz de todo o filme? A possível oportunidade de ver as jovens estrelas Selena Gomez e Vanessa Hudgens em trajes menores, ou sem eles de todo, mas podem tirar já o cavalinho da chuva. O máximo que vão ver está no poster do filme.
                Um grupo de quatro raparigas está a passar as melhores férias da Páscoa das suas vidas quando são presas. Isto vai levar a que se metam com um traficante de drogas e armas que as vai levar numa espiral descendente. 
                Antes de mais, James Franco, amigo, este é um papel que sem dúvida devias ter deixado para outro. A sua prestação como o perigoso dealer deixa muito a desejar e por muitas armas que tenha nunca parece que vá fazer mal a uma mosca. 
                Há uma tentativa de tornar todo o filme visualmente apelativo, com cores vivas e fluorescentes, mas a sua aplicação não é a melhor, pois misturar cores vivas com uma montagem confusa faz com que tudo acabe numa grande salgalhada. 
                As quatro protagonistas também pouco contribuem para elevar o filme, apresentando personagens bastante genéricas. Têm a mania que são grande coisa mas é sempre só garganta e que quando algo corre mal fogem a sete pés. 
                Também em termos de realização o filme deixa bastante a desejar. Em diversas situações vemos sempre as mesmas imagens em rápida sucessão, tudo com o propósito de mostrar a loucura que são as férias. Mas há uma linha que separa a loucura do entendimento o que não se nota aqui. 
                Um filme que deixa bastante a desejar em todos os departamentos.